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A mensagem abaixo nos faz refletir sobre várias atitudes e pensamentos que temos. Quantas vezes nos perguntamos e comentamos o por que da deficiência de alguém. Vemos isso como um castigo, quantos como eu, nunca haviam pensado que não era um castigo e sim uma oportunidade dada por Deus para nos aperfeiçoarmos, como disse o pai de José: “Eu acredito, o pai respondeu, que quando Deus traz uma criança assim no mundo, a perfeição que ele busca está no modo como as pessoas reagem a esta criança”. Outra lição que pode ser aprendida e posta em prática por meio da leitura deste texto é que todos nós, ditos normais ou deficientes, necessitamos de aceitação, incentivo e oportunidades (Profª Letícia Zanotelli).
Para Refletir
Existia uma escola que se dedicava ao ensino de crianças deficientes. Algumas dessas crianças permaneciam ali por toda a sua vida escolar, enquanto outras podiam ser educadas em escolas normais. Em um jantar beneficente dessa escola, o pai de uma criança fez um discurso que jamais seria esquecido pelos que estavam presentes. Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, clamou ele: Onde está a perfeição em meu filho José? Pois tudo o que Deus faz é feito com perfeição!
Mas meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não pode se lembrar de fatos e números como as outras crianças. Onde está a perfeição de Deus?
A platéia estava chocada, sofrida pela angústia do pai e paralisada pela pergunta crucial.
Eu acredito, o pai respondeu, que quando Deus traz uma criança assim no mundo, a perfeição que ele busca está no modo como as pessoas reagem a esta criança.
Ele contou então a seguinte história sobre o seu filho José.
Uma tarde José e eu caminhávamos por um parque onde alguns meninos que José conhecia estavam jogando futebol. José perguntou: Pai você acha que eles me deixarão jogar?
Eu sabia que meu filho não era apto para esportes e que a maioria dos meninos não o queriam no time deles. Mas entendi que se o meu filho fosse escolhido para jogar, isto lhe daria uma sensação de participação, de autoconfiança e de utilidade.
Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se José poderia jogar. O menino deu uma olhada ao redor procurando pela aprovação dos seus companheiros de time. Não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade em suas próprias mãos e disse: "Nós estamos perdendo por 3 a 0 e o jogo está no segundo tempo. Eu acho que ele pode entrar e tentar jogar por nosso time".
Fiquei emocionado com esta atitude e quando José abriu um grande sorriso não pude conter as minhas lágrimas. Pediram então a José para vestir o uniforme do time e jogar.
Aos poucos minutos, o time de José marcou o primeiro gol, mas ainda estavam perdendo por 3 a 1. Minutos depois, o time de José marcou novamente dois gols e agora o marcador estava 3 a 3. Logo após, um atacante do time de José sofreu um pênalti e o capitão do time (que era o menino que o tinha aceito para jogar) o escalou para bater a falta!
O time deixaria José bater a falta nestas circunstâncias e jogar fora a chance de ganhar o jogo?
Surpreendentemente, tinha sido dada a aprovação à José. Todo o mundo sabia que era quase impossível que ele marca-se o gol porque José nem mesmo sabia chutar direito, nem mesmo correr bem era possível!
Porém, quando José tomou posição, o goleiro do time adversário se moveu alguns passos, num gesto de extrema autoconfiança e desdém para com José.
Todo o mundo começou a gritar: José, José, José, José!
José olhou a bola, olhou depois para o goleiro adversário e vacilante e cheio de medo, correu desajeitadamente para chutar, com os olhos arregalados e assustados.
Pareceu-lhe uma eternidade até que ele alcançasse a bola com seus pés. Neste instante fechou seus olhos e chutou com toda a sua força e escutou uma enorme gritaria de todo o público que assistia ao jogo!
Quando José abriu seus olhos, não podia acreditar no que estava vendo: a bola estava no fundo da rede!!!!
José correu para pegar a bola e todos os meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido um grande jogo ou um campeonato.
"Aquele dia," disse o pai docemente e com lágrimas caindo sobre sua face, "todos esses meninos alcançaram o nível da perfeição de Deus".
E continuou o pai a dizer:
Engraçado como isto é tão verdadeiro e envergonha a todos nós! Engraçado como se pode enviar mil piadas por e-mail e elas se espalharem como fogo, mas quando você começa a enviar mensagens sobre algo bom, as pessoas pensam duas vezes em compartilhá-las. Engraçado como a indecência, as coisas grotescas, vulgares e obscenas cruzam livremente o ciberespaço, mas quando você for contar esta estória, vocês pensaram duas vezes em faze-lo, porque vocês não estarão seguros se a pessoa que lhes está escutando vai acreditar.
Engraçado como uma pessoa pode se preocupar mais sobre o que as outras pessoas pensem dela do que o que Deus pensa dela. Engraçado não é?
Entretanto algumas pessoas não se preocupam com as outras - só com elas próprias! Mas existem algumas poucas pessoas que se preocupam com as outras, e este foi o caso do menino que deixou jogar a meu filho, que lhe deu a chance de bater aquela falta, que acreditou nele, apesar de ele não ser normal como as outras crianças!
Vamos todos ter a esperança de que nós podemos fazer a vida um pouco melhor para pessoas que não estão tão bem quanto nós. Vamos lutar por fazer alguém acreditar nele mesmo e que tudo pode ser realizado!!!
Maktub
1491
Texto do site:
http://www.netmarkt.com.br/mensagens2002/1491.html
Essa mensagem foi trabalhada com os alunos dos 6ºAnos A e B. Seguem as reflexões:
Eu senti dó do menino. O rapaz foi muito legal como o menino de deixar ele jogar. Eu iria deixar ele jogar porque ele também é uma criança é muito importante a socialização de deficientes. Aprendi que temos que aceitar os outros como eles são (Daniel Pires - 6º B).
O pai do menino não acreditava no seu filho. E o menino fez certo e marcou um gol. Se fosse meu time também deixaria o menino jogar, não é só por que a pessoa é diferente que não vou aceitá-la, além disso, ninguém é perfeito (Pedro – 6ºB).
Nunca podemos dizer que somos melhores do que os outros porque podemos magoar alguém que nos ama muito. Na vida temos coisas simples como eu e importantes como você (Vanderléia e Gean – 6º A).
Aprendi que devemos dar oportunidades para todas as pessoas deficientes (Artur - 6º A)